Grey’s Anatomy, Ellem Pompeo e um contrato de US$ 20 milhões de dólares

A atriz mais bem paga em séries dramáticas dos Estados Unidos, deu uma entrevista à revista “The Hollywood Reporter” e falou sobre seu cachê e o desafio das mulheres buscarem por salários compatíveis com os dos homens.

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Ellen representa Meredith Grey, personagem principal em Grey’s Anatomy, que está na sua 14a temporada.

De início, Ellen não queria ficar presa numa série médica por 5 anos. Mas seu agente, Ricl Kurtzman, a convenceu participar das audições para pagar as contas.

Em entrevista, ela disse:

“Eu tenho 48 anos e eu finalmente cheguei a uma situação em que estou ok em pedir o que eu mereço. […] Porque eu não sou a atriz mais ‘relevante” por aí’. Eu sei que essa é a percepção da indústria, porque faço esse papel há 14 anos. Mas a verdade é que todo mundo pode ser bom por uma temporada ou duas. Mas você pode continuar bom 14 anos depois?”

 

Ellen Pompeo revelou que a saída de Patrick Dempsey (o médico Derek Sheperd e par romântico dela na série) foi um momento importante, pois os executivos o utilizavam como “trunfo” nas negociações.

Patrick Dempsey and Elle Pompeo in Grey's Anatomy

“‘Nós não precisamos de você, temos Patrick‘ – eles fizeram isso por anos (…) Chegou a um ponto em que eu pedi US$ 5 mil a mais que ele, só por princípio, porque o programa é ‘Grey’s Anatomy‘ e eu sou a Meredith Grey. Mas eles não me davam”.

Ela ainda conta que procurou Patrick muitas vezes para negociarem juntos, mas ele nunca se interessou.

“Talvez seja minha criação irlandesa e católica, mas não quero ser [percebida como] gananciosa demais. Ou talvez seja um problema de ser mulher: um homem não teria nenhum problema em pedir US$ 600 mil por episódio“.

O maior interesse de Ellen atualmente é ser produtora, e ela afirma que este pagamento milionário (cerca de US$ 575 mil por episódio) vai ajudá-la nisto.

Atuar, para mim, é tedioso. Um ator é a pessoa menos poderosa no set, então não me importo em correr atrás de papéis. E na minha idade é meio irreal. Não que eu não possa fazer algo legal na TV a cabo, mas não vou ter essa segunda vida como estrela de cinema. Eu não sou a por** da Julia Roberts.”

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Ela falou da diferença entre sua situação atual e jovens artistas em busca de reconhecimento. Durante reuniões com outras atrizes sobre o Time’s Up (uma campanha contra abusos no ambiente de trabalho) ela disse que 

“estar uma sala cheia de atrizes vencedoras do Oscar ouvindo como elas foram exploradas e abusadas foi assustador”.

[…] Só confirmou que meu caminho era realmente o correto para mim, porque escolhi me empoderar financeiramente para que eu nunca precise me esquivar de predadores nem caçar troféus. […] Não é para todo mundo. Você precisa ter mais interesse nos negócios do que em atuar.”

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“Eles vão explorá-la até que tenha 33 ou 34 anos e depois ela vira lixo. E como agora vai cuidar de si mesma?”

[…] “Essas pobres garotas não têm dinheiro de verdade, e o estúdio está ganhando uma fortuna as exibindo como pôneis em um tapete vermelho. Quer dizer, Faye Dunaway [atriz que ganhou o Oscar em 1976] está dirigindo um Prius hoje. Não tem nada de errado com o Prius, mas, o que estou dizendo é, ela não tem poder financeiro. Se vamos exigir mudança, isso tem que fazer parte.”

Ellen afirma que não acredita que a única solução é ter mais mulheres no poder, porque o poder corrompe. Mas que “Mas deve haver mais mulheres no poder, e não só nos estúdios de Shonda Rhimes.”

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“Agora minha filha de 8 anos pode vir aqui e ver mulheres ferozes no comando. Ela ama me ver na cadeira de diretor com fones de ouvido gritando “ação” e “corta”. Ela cresce num ambiente em que ela é confortável com o poder. Não sei se há outro lugar além de Hollywood em que eu possa dar isso a ela. Espero que isso mude… e rápido”, conclui Ellen.

Para conferir a entrevista completa e original, clique aqui.

2 filmes que valem a pena a maratona no cinema!

Existem filmes que divertem, entretêm, outros que não acrescentam em nada. Pior coisa é gastar no cinema, comprar aquela pipoquinha com manteiga e descobrir que o filme é chato.

Tá pensando em ir pro cine nesse “feriado” e não sabe o que assistir? Bom, gostaria de indicar La La land e Moonlight, mas como ainda não assisti nenhum dos dois, não posso fazer isso haha! Mas tem 2 filmes (com um pouco mais de duas horas cada), que valerão a pena!

Hacksaw Ridge | Até o último homem

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Não sou tão fã de filmes de guerra, mas este é um daqueles que valem a pena! Pra começar é uma história verídica, então fica mais emocionante assistir e pensar que tudo o que passa na tela aconteceu de verdade.

É sobre a história de um rapaz adventista que vai para a guerra, mas se recusa a pegar em armas e matar pessoas. Desmond T. Doss (Andrew Garfield) atua como médico no campo de batalha e se torna o primeiro objetor de consciência da história norte-americana a receber a Medalha de Honra do Congresso.

*(Objetor de consciência são pessoas que seguem princípios religiosos, morais ou éticos de sua consciência, princípios estes que são incompatíveis com o serviço militar, ou as Forças Armadas como uma organização combatente).

O filme ganhou o Oscar 2017 como melhor montagem (edição de filme) e melhor mixagem. No Critics’ Choice Movie Award foi o vencedor na categoria melhor filme de ação e melhor ator em filme; no AACTA Award levou os prêmios de melhor diretor (Mel Gibson), melhor longa-metragem, melhor ator  (Andrew Garfield), melhor ator coadjuvante (Hugo Weaving), melhor roteiro original, melhor desenho de produção, melhor fotografia, melhor edição, melhor som; no Prêmio BAFTA de Cinema ganhou como melhor montagem; no Prêmio do Sindicato dos Atores ganhou como o melhor Elenco de Dublês em Filme; e no Satellite Award como Melhor Ator em Cinema e melhor edição.

Hidden Figures | Estrelas além do tempo

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O filme é sobre as incríveis histórias de Katherine Johnson (Taraji P. Henson), Dorothy Vaughan (Octavia Spencer) e Mary Jackson (Janelle Monáe). Estas brilhantes mulheres negras que trabalhavam para a NASA, serviram como cérebro por trás de uma das maiores operações da história: o lançamento do astronauta John Glenn em órbita; uma conquista impressionante que restaurou a confiança do país. O trio visionário cruzou todas as linhas de gênero e raça para inspirar gerações a sonhar grande.

Apesar de não ter ganhado nenhum Oscar, o filme teve indicações como melhor filme, melhor atriz coadjuvante e melhor roteiro adaptado. Além disso, venceu os prêmios de melhor elenco no National Board of Review, Palm Springs International Film Festival, Santa Barbara International Film Festival, SAG Awards e Satellite Awards e outras indicações.